Olá, meus amores!
Estou super ansiosa pelo livro "O Nome do Sonho" da autora M. Deméter e enquanto o livro não chega pensei em deixar uma pequena entrevista com a autora aqui para vocês!

Essa história surgiu em pedaços, primeiro escrevi um mini-conto de Felipe e Vivian, apenas como um casal, contando uma cena que tinha imaginado. Eles ainda não tinham nenhuma relação com sonhos e Antony e Anne também não existiam ainda.
Depois desse conto, alguns amigos gostaram e pediram para escrever mais sobre os dois, foram 4 mini-contos escritos e alguns planejados, mas achei que talvez pudesse transformá-los num livro com vários desses continhos que se transformassem numa história completa.
Não deixei essa ideia totalmente do lado, tanto que os capítulos de O Nome do Sonho são todos bem curtos, mas surgiram também os outros personagens e a fantasia por trás do romance.
O processo de escrita foi muito gostoso, o ato de escrever me acalma e me consola, comecei um pouco depois da minha vó falecer e terminei depois de entregar o TCC na faculdade, O Nome do Sonho me ajudou muito nesses momentos e espero que possa ajudar os leitores também.
2. Quando você percebeu que queria começar a escrever?
Desde criança, com Harry Potter, eu sempre gostei de ler. Escrevi alguns contos mega pequenos e simples quando era criança, sobre uma princesa, mas comecei a escrever pra valer durante o ensino médio, com fanfics de Harry Potter numa comunidade do orkut (HPBF). Fiz muitos amigos nessa época que também escreviam, descobri um mundo incrível por trás das palavras e uma sensação maravilhosa pelo ato de juntá-las em histórias.
Percebi então que queria sentir aquilo para sempre, que queria manter as sensações e as amizades que fiz e, acima de tudo, que queria tocar a vida das pessoas da mesma forma que havia sido tocada. Depois disso não parei mais.
3. Como foi receber a noticia de publicação do livro?
Eu acho que apesar de todo o sonho de viver de escrever e de escrever sobre sonhos, sou muito pé no chão com relação à realidade. Sei que publicar é só um dos muitos passos até que o grande sonho realmente se realize, estou só começando nesse caminho e segurando minhas expectativas com relação à essa carreira. Ou seja, recebi a notícia - e continuo recebendo todas as que chegam - com muita alegria, sim, mas contendo a empolgação.
4. Com qual personagem do livro você mais se identifica?
Costumo dizer que os 4 principais são pedaços de mim. Anne e Vivian tem traços que já são meus ou que eu gostaria de ter, Antony e Felipe são parte delas, logo, de mim também.
5. Qual o gênero literário que seria um desafio para você na hora de escrever?
Não diria um gênero específico, mas cenas de ação em geral. Momentos de guerra e luta são um grande desafio pra mim. Estou escrevendo uma distopia no momento e morrendo de medo de como vai ser quando começar a parte da revolução, gostei da minha ideia e não quero estragá-la com um mal desenvolvimento, estou me esforçando.
6. Qual o autor(a) que todo mundo adora, mas você não gosta?
Pode ser um que todo mundo adora e eu nunca li? Nunca li Neil Gaiman nem Stephen King, e só ouço falar bem dos dois, pretendo ler algum dia (primeiro o Gaiman).
7. Qual autor(a) nacional que te inspira?
A Carolina Munhóz, eu li dois livros dela e não gostei (nem desgostei, achei um pouco fraco só), mas as coisas que ouvi ela falar nos eventos que fui e no facebook me fizeram acreditar que viver da escrita era possível.
8. Você tem algum trecho de livro que te acompanha pela vida? Se sim, qual?
Sim, um do Carlos Ruiz Zafón: "Enquanto os outros se lembram de nós, continuamos vivos." Eu gosto do trecho maior, mas não faz tanto sentido pra quem não leu: "De todas as coisas que Julián escreveu, aquela que sempre me pareceu mais próxima é a que diz que, enquanto os outros se lembram de nós, continuamos vivos. Como me ocorreu tantas vezes com Júlian, anos antes de encontrá-lo, sinto que conheço você e que, se posso confiar em alguém, é em você. Lembre-se de mim, Daniel, embora seja num canto e às escondidas. Não me deixe ir."
9. Você foi rejeitada por alguma editora antes de conseguir a publicação do seu livro, como se sentiu?
Eu já conhecia a Garcia através da Camila Pelegrini, que publicou com eles. Ela me deu boas recomendações deles e ouvi falar mal de várias outras, então decidi enviar só pra Garcia mesmo, e deu certo.
10. Qual o seu maior sonho agora?
Eu não considero a escrita como um hobby, quero que seja meu trabalho e minha fonte principal de renda, quero não precisar ter outro emprego (o que não significa que não terei). É o que eu amo fazer, o que me motiva e meu sonho é viver disso.
Mara, mil obrigados por responder a entrevista e ser tão fofa e educada!
Mal posso esperar para resenhar seu livro.
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Espero de coração que tenham gostado!
Beijinhos!